A ameaça dos Algoritmos na era digital



Calma! Não se assuste, os algoritmos não irão sair nos caçando, ainda. Mas o fato é que eles estão cada vez mais automatizados e tomando cada vez mais decisões por nós. Quase tudo que é importante está sob os olhares e cuidados de sistemas baseados em algoritmos. A sua conta bancária, sistemas de lançamentos de mísseis de alguma nação, algumas bolsas de valores norte-americanas, o serviço dos correios, e por último, porém não menos importante, o sistema de votação que decide os governantes do nosso país.
Mas o que pode nos acontecer? Clique no VEJA MAIS >> para saber.

Você conhece a série de filmes “O Exterminador do Futuro”? Se sim, então deve conhecer o Skynet, um super computador que se voltou contra os humanos e passou a considerá-los como ameaça. Com a evolução atual não é muito difícil de conceber uma máquina como essa. A inteligência artificial é baseada em algoritmos que aprendem com os erros, desenvolvem hipóteses e detectam padrões.

Em nota recente, a IBM informou que planeja projetar chips que funcionam de forma parecida com o cérebro humano! Eles iriam “recriar” os fenômenos entre os neurônios, assim poderiam construir sistemas multisensoriais de aprendizagem. Também existem outras novidades incríveis sobre IA, como por exemplo, um carro que anda sem motorista desenvolvido pela Google. Outras empresas também já desenvolveram sistemas que permitem muito além do que andar sem motorista: permitem que carros “conversem” entre si, passando informações importantes e evitando colisões, é claro. Tudo isso é possível através de algoritmos inteligentes, como citado antes.
Digite “skynet is coming” no Google e milhares de matérias sobre estas invenções irão aparecer! 

Este ano, dois “incidentes” interessantes relacionados a algoritmos aconteceram. O primeiro foi causado por um conflito entre dois algoritmos de empresas que ofereciam livros para a Amazon. O livro "The Making of a Fly" (A construção de uma mosca, em tradução livre) - um livro sobre a biologia molecular de uma mosca - chegou a custar US$ 23,6 milhões (R$ 37,7 milhões). O sistema de estratégia de preços de uma das empresas colocava o preço da sua cópia 1.270589 vezes mais caro do que a outra – mais caro porque a mesma não tinha os livros nas lojas. Ao perceber a alteração no preço, o sistema da concorrente colocava o preço em 0.9983 vezes aquele valor – para ter o menor preço do mercado, mas nem tão baixo. Então o preço foi aumentando absurdamente até chegar à casa dos milhões. E isso tudo ocorreu porque os algoritmos eram totalmente automatizados e não tinham intervenção humana.

No segundo caso, um algoritmo fora de controle causou um caos momentâneo na bolsa Dow Jones. O programa de computador vendeu 75 mil ações com um valor de 2,6 bilhões de libras em somente 20 minutos, fazendo com que programas semelhantes de negociação rápida também fizessem o mesmo. A “quebra-relâmpago” só foi possível porque 70% das transações de Wall Street são conduzidas por algoritmos. Vejam só... 70 POR CENTO!

Tudo isto faz com que tenhamos que refletir um pouco sobre até onde os algoritmos devem ir. Suas ações automatizadas fazem com que às vezes nem fiquemos sabendo do que está acontecendo de fato, o que pode ser bom e ruim dependendo do caso. Se as coisas fugirem de controle mesmo, este POST pode ser um dia apagado por sistemas que tentarão esconder a verdade dos seres humanos! HAHAHA!


Sobre o Autor:
Mexa o mouse de novoAleciano Júnior é um dos colunistas do blog Electronware e escreve sobre Redes e Sistemas de comunicação, Hardware e Computação no mundo atual. Gosta de ajudar os bits a trafegarem e sonha com a Computação Invisível. Música é vida.

2 comentários:

  1. Cara espero você viu Ale? sakoaskpoakospaskpo

    Mas você não falou nada além da realidade, tudo isso aí acontece na prática. Eu tou trabalhando com IA num projeto no SENAI, e confesso que fazer os computadores "pensarem" não é nada fácil, mas uma vez feito, ele vai surpreender muita gente. E é assim que acontece com tudo que você falou.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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