Breve Evolução do Hardware, do Computador e da Arquitetura



Nos primórdios da informática, nas décadas de 50, 60 e 70, vários fabricantes disputavam o mercado. Cada um desenvolvia seus próprios computadores, que eram incompatíveis entre si, criando uma situação na qual tanto o hardware quando o software de cada arquitetura não funcionavam nas outras. Isso causava uma ineficiência generalizada, pois cada fabricante tinha que desenvolver tudo, na placa-mãe ao sistema operacional.

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No começo dos anos 80, os fabricantes começavam a se especializar. Surgiu então a plataforma PC, uma arquitetura aberta que permite o uso de periféricos de diversos fabricantes e de diferentes sistemas operacionais. Graças à abertura, você pode montar seus próprios micros (ou comprar PCs montados de vários fabricantes) e escolher qual sistema operacional usar, entre as diferentes versões do Windows, distribuições Linux, ou mesmo sistemas alternativos, como o Haiku ou Syllable.

Tradicionalmente, a principal concorrente da plataforma era a Apple, que utilizava uma arquitetura fechada (baseada em processadores Power PC), controlando a plataforma. Naturalmente, a maior parte da produção era terceirizada, com várias empresas desenvolvendo aplicativos e acessórios. Entretanto, a necessidade de manter tudo centralizado fazia com que a Apple precisasse desenvolver muita coisa por conta própria, incluindo o desenvolvimento de placas, gabinetes, fontes e até mesmo teclados, sem falar no sistema operacional e muitos dos aplicativos. Isso fazia com que o custo dos Macs acabasse sendo muito mais alto que o dos PCs.

No início da década de 80, o mercado de micros PC era muito menor e muitos achavam que o modelo da Apple poderia prevalecer, mas não foi o que aconteceu. Dentro da história da informática temos inúmeros episódios que mostram que os padrões abertos quase sempre prevalecem. Um ambiente em que existem várias empresas concorrendo entre si favorece o desenvolvimento dos produtos, o que cria uma demanda maior e, graças à economia de escala, permite preços mais baixos.

No final, a Apple acabou sendo obrigada a dar o braço a torcer, adotando o uso de processadores Intel e mantendo apenas o desenvolvimento do sistema operacional e alguns componentes-chave. Hoje em dia, a única real diferença de um Mac e de um PC é o chip TPM, que é usado para dificultar o uso do Mac OS X em computadores que não são fabricados pela Apple.

Como os micros PC possuem uma arquitetura aberta, diversos fabricantes diferentes podem participar, desenvolvendo seus próprios componentes baseados em padrões já definidos. Temos então uma lista enorme de componentes compatíveis entre si, o que permite escolher as melhores opções entre diversas marcas e modelos.

Qualquer novo fabricante, com uma placa-mãe mais barata ou uma GPU mais rápida, por exemplo, pode entrar no mercado, é apenas uma questão de criar uma demanda necessária. A concorrência faz com que os fabricantes sejam obrigados a trabalhar com uma margem de lucro relativamente baixa, ganhando com base no volume de peças vendidas, o que é muito bom para nós consumidores.

Começando do básico, qualquer PC é composto por pelos mesmos componentes: placa-mãe, processador, cooler, memória, HD, placa de vídeo, gabinete, fonte, monitor e outros periféricos (teclado, mouse, etc.).

Essa mesma divisão básica, se aplica também a notebooks e netbooks (que em termos de hardware estão cada vez mais parecidos com os desktops) e também a outros aparelhos eletrônicos, como smartphones e tablets. A principal diferença é que neles, os componentes são integrados numa única placa de circuito (muitas vezes no mesmo chip) e são utilizados chips de memória flash no lugar do HD. Esta disputa está cada vez mais acirrada, quando se trata de objetos ainda menores.

Antigamente, a placa funcionava apenas como um ponto central, contendo os slots e barramentos usados pelos demais componentes. Além do processador e dos módulos de memória, era necessário comprar uma placa de vídeo, placa de som, rede, modem, etc. Cada componente era uma placa separada.

Com a integração dos componentes, a placa-mãe passou a incluir cada vez mais componentes, dando origem às placas “tudo onboard” que utilizamos atualmente (algumas placas mini-ITX destinadas a media centers já vem até com processador e chip de memória!). Isso permitiu que os preços dos PCs caíssem assustadoramente, já que com menos componentes, o custo de fabricação é bem menor.

Embora componentes onboard (ou componentes integrados, que seria o termo mais correto) tenham uma certa má fama, eles são os grandes responsáveis pela queda de preço dos equipamentos em relação aos que tínhamos há uma ou duas décadas atrás. Se ainda utilizávamos placas separadas cada componentes (como na época do 486), os PCs não seriam apenas mais caros, mas também consumiriam mais energia e seriam mais propensos a problemas.

Para quem quiser mais desempenho e ou recursos, é sempre possível instalar placas adicionais, substituindo os componentes onboard. Um bom exemplo são as placas 3D dedicadas, que oferecem um desempenho brutalmente superior ao dos chipsets de vídeo integrados.

Sobre o Autor:
O OráculoWidson Melo é um dos desenvolvedores do Projeto Electronware e escreve sobre Tecnologia  da Informação e Eletroeletrônica em geral na Blogosfera. RPGista, Leitor e Técnico em Eletroeletrônica nas horas vagas. Nunca voou de Asa-delta.


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