Vírus de computador infecta aeronaves do exército norte-americano


Como já foi comentado em outras postagens, inclusive em uma das últimas sobre Criptografia, a informação é uma das coisas mais importantes e mais visadas entre empresas, governos e pessoas. Dizem que as próximas guerras serão mais do que cibernéticas! Filmes de 30 anos atrás já traziam esta expectativa e aproveito para indicálos [War Games e Sneakers]. Recentemente houve mais um incidente envolvendo a informação digital, ocorreu em cockpits de aeronaves americanas pilotadas remotamente. As mesmas já fizeram vôos de reconhecimento sobre Afeganistão, Iraque e Líbia.
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O vírus foi detectado há cerca de três semanas atrás pelo sistema de defesa militar chamado de Host-Based Security System. O vírus tem resistido aos vários esforços para removê-lo dos computadores da base área Creech, dizem os especialistas em segurança de redes. Eles ainda crêem que o vírus seja benigno, mas ainda não tem certeza.

Não se sabe se o vírus foi introduzido acidentalmente ou de forma intencional, nem o quanto ele se espalhou pela rede. Mas sabe-se que ele atingiu vários tipos de máquinas na base área, das mais importantes a menos. O que pode levantar a possibilidade de que os dados possam ter transmitido através da internet pública para alguém de fora da cadeia militar de comando. Não é a mesma opinião do exército, já que eles dizem que a sua rede é isolada da internet.

Apesar de toda a importância do sistema, as aeronaves são conhecidas por ter falhas de segurança. Muitas aeronaves Reapers e Predator não criptografam os vídeos enviados para as tropas americanas em terreno. No verão de 2009, as forças dos EUA descobriram "dias e dias e horas e horas" das filmagens das aeronaves em laptops de insurgentes iraquianos.

Os chamados "espaços de ar" entre as redes protegidas e pública foram preenchidas em grande parte através do uso de discos e drives removíveis. No final de 2008, por exemplo, estas unidades ajudaram a introduzir o worm agent.btz em centenas de milhares de computadores do Departamento de Defesa. O Pentágono ainda está desinfectando máquinas, três anos depois!!! Acreditasse que o malware em questão tenha sido introduzido no sistema através de uma dessas unidades.

Os técnicos da base área em Creech têm tentando obter o vírus fora das máquinas utilizadas para efetuar o controle remoto das aeronaves, mas tem sido algo difícil. Inicialmente seguiram procedimentos de remoção que foram publicados no site da empresa de segurança Kaspersky. "Mas o vírus continuou voltando", disse uma fonte familiarizada com a infecção, diz. Eventualmente, os técnicos tiveram que usar uma ferramenta de software chamada BCWipe para apagar completamente o  discos rígidos das máquinas. "Isso significa que reconstruí-los a partir do zero" - um esforço de tempo muito grande.

A Força Aérea não quis comentar diretamente sobre o vírus, mas pessoas internas têm dito que os oficiais Senior estão sendo informados diariamente sobre as ações do vírus. "Está requerendo muita atenção", diz a fonte. "Mas ninguém está em pânico. Ainda."

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Mexa o mouse de novoAleciano Júnior é um dos colunistas do blog Electronware e escreve sobre Redes e Sistemas de comunicação, Hardware e Computação no mundo atual. Gosta de ajudar os bits a trafegarem e sonha com a Computação Invisível. Música é vida.

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