Cientistas vão ao governo por 'Internet das coisas'


É mais do que hora de o Brasil pensar em Internet das coisas, também conhecida como comunicação obíqua, como estratégica para o desenvolvimento de novas aplicações. Entre as áreas que podem ser beneficiadas diretamente estão agricultura, saúde, educação, sustenta o professor José Amazonas, da Universidade de São Paulo. 

Segundo ele, países como Coreia do Sul, Japão, China e a própria União Europeia já priorizam aportes para o desenvolvimento de aplicações voltadas para o conceito, que, admite Amazonas, sofreu um grave arranhão nos Estados Unidos, com o insucesso dos estudos, conduzidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, Estados Unidos. Um dos suportes para o novo momento é a evolução do uso do RFID, tecnologia que pode identificar à distância o objeto conectado.

"Temos grandes possibilidades de desenvolver aplicações para agricultura, para hospitais, todas apostando na ideia de Internet das coisas para aprimorar os serviços", destaca o professor José Amazonas, em entrevista ao Convergência Digital.
Lembrando ainda que Internet das coisas também é tratada como comunicação obíqua. "Na verdade, o que precisamos é simplificar o conceito para mostrar que termos os processos interconectados é questão estratégica para os países e mais ainda aqui no Brasil", observa José Amazonas. E para isso, acadêmicos se articulam para entregar, até o final deste ano, ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação e ao Ministério do Desenvolvimento. Ideia é solicitar que o conceito ganhe prioridade no aporte de recursos voltados ao fomento de P&D.
 
Outro ponto crítico para o uso da Internet das Coisas no país é a infraestrutura de Telecom. "Melhoramos muito, mas ainda há muito por fazer nessa área. E a ideia de integração, de conectividade passa pela rede de serviços de telecom", sustenta. 
Segundo o Gartner, a estimativa de crescimento da tecnologia RFID superaram a casa dos US$ 3 bilhões no mundo. Esse aumento não é puxado somente em negócios como logística, mas também em diversas aplicações em outros setores, a exemplo de saúde, alimentos, indústria de manufatura, entretenimento, transportes, varejo, agronegócio, petróleo e gás e assuntos relacionados a inovação.   

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2011/11/18/a-internet-das-coisas-vem-ai/

Sobre o Autor:
Mexa o mouse de novoAleciano Júnior é um dos colunistas do blog Electronware e escreve sobre Redes e Sistemas de comunicação, Hardware e Computação no mundo atual. Gosta de ajudar os bits a trafegarem e sonha com a Computação Invisível. Música é vida.

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